29/09/2009 - 06h30

FGTS poderá ser usado para quitar consórcio

Mudança feita pelo Congresso em MP permite usar o Fundo de Garantia para pagar prestações de consórcios da casa própria. Benefício ainda depende da sanção de Lula, que no ano passado vetou iniciativa semelhante

(Congresso em Foco)

Nos primeiros sete meses deste ano, 117.300 pessoas adquiriram um consórcio para compra e construção de imóveis

Eduardo Militão

Mais de meio milhão de brasileiros poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar consórcios para compra da casa própria. Criada pelo governo para recuperar os cofres dos municípios em meio à crise financeira mundial, a Medida Provisória 462/09 também incluiu a permissão de usar o fundo para pagar prestações desse tipo de consórcio. Antes disso, somente quem se sujeitava aos financiamentos imobiliários podia sacar o FGTS para pagar as prestações ou usar como entrada na compra da residência.

As novidades são fruto de mudanças na MP 462 feitas na Câmara e no Senado. O texto aprovado pelos parlamentares seguiu para a Casa Civil da Presidência da República na última sexta-feira (25). A mudança no uso do FGTS ainda depende da sanção do presidente Lula para virar lei. Segundo a Casa Civil, ainda não foi decidido se a MP será sancionada integral ou parcialmente.

Há um ano o presidente Lula vetou a liberação do FGTS para o pagamento de parcelas e quitação de consórcios de imóveis ao sancionar a Lei 11.795/08, que regula o setor. A mudança, incluída na época pelos senadores, foi vetada pelo presidente com a justificativa de que a ampliação do fundo acarretaria um volume significativo de saques e diminuiria os recursos disponíveis para o financiamento da casa própria.

“(...) O que tenderia a reduzir os recursos de que o FGTS dispõe para financiamento de moradia própria no âmbito do SFH, em especial para população de baixa renda, bem como dificultaria o financiamento de projetos de infraestrutura urbana e saneamento básico, que constituem a finalidade primária do FGTS”, explicou Lula na justificativa do veto.


Imóveis representam 14% dos consórcios          —         Mercado dos imobiliários aumenta 7%
                                 

Fonte: Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios

Mercado em expansão

Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), há 3,7 milhões de consorciados no país. Desses, 531 mil estão na modalidade de consórcio imobiliário, segundo dados de julho deste ano. O número é expressivo porque aumentou 7% em relação aos 495 mil existentes em julho de 2008.

Somente nos primeiros sete meses deste ano, 117.300 pessoas adquiriram um consórcio para a compra de imóveis. No período, 38.500 brasileiros foram contemplados e puderam comprar a casa própria.

A permissão para o uso do FGTS se estende aos novos e antigos consorciados. Durante a tramitação da MP que regulamentou o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, essa possibilidade acabou não virando lei.

Seguros

A MP 462 também isentou do pagamento de seguro os empréstimos habitacionais feitos com dinheiro do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Sem a contratação do seguro, as prestações ficam mais baixas.

O FGTS é uma poupança obrigatória feita pelo empregador numa conta do trabalhador na Caixa Econômica Federal. Corresponde a 8% do seu salário bruto, mas o funcionário não tem acesso ao dinheiro, a não ser em situações especiais, como:

- demissão por justa causa
- aposentadoria ou morte
- doenças graves, como Aids e câncer
- compra da casa própria na modalidade de financiamento imobiliário (com a MP 462, também o consórcio imobiliário)

A MP 462 e os consórcios

Art. 11. O art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte § 21:
Art. 20.
...
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.

A MP 462 foi anunciada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como a última a receber as chamadas emendas de “contrabando”, ou seja, aquelas que tratam de temas estranhos ao escopo da medida provisória.
 
Os parlamentares incluíram na MP temas tão variados quanto a diminuição de juros cobrados nas renegociações de dívidas com a União como o uso de recursos federais em estradas estadualizadas. Temer diz que, a partir de agora, não serão mais aceitas alterações que não tenham relação direta com o assunto tratado no texto enviado pelo Executivo.

fonte: congresso em foto


Porto Seguro celebra parceria com Itaú Unibanco Holding S.A.

Em 23 de agosto de 2009, a Porto Seguro S.A. e o Itaú Unibanco Holding S.A. celebraram associação visando a unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis.

Será criada uma nova seguradora, Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência S.A, que será controlada pela Porto Seguro.

Com essa associação, o Itaú Unibanco e a Porto Seguro reafirmam sua confiança no futuro do Brasil, neste momento de importantes desafios no ambiente econômico e nos mercados financeiro, securitário e previdenciário.

 

Itaú Unibanco e Porto Seguros se associam e unificam operações de seguros residenciais e de automóveis
 

SÃO PAULO - O Itaú Unibanco Holding S.A. (“Itaú Unibanco”) e a Porto Seguro S.A. (“Porto Seguro”) celebraram associação visando à unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Firmaram também Acordo Operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai.

“Estamos muito felizes com esta associação, pois traz a liderança em seguros nos ramos de automóvel e residência, com 3,4 milhões de automóveis e 1,2 milhão de residências seguradas. Vamos poder oferecer aos clientes uma gama diversificada de produtos e serviços através das diversas empresas que passam a compor o grupo”, afirma Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco.

“Com esta operação, a Porto Seguro e o Itaú Unibanco passarão a oferecer o que há de mais completo no mercado brasileiro para seus milhões de clientes e, em especial, para sua extensa rede de Corretores de Seguros”, diz Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro.

A referida Associação será implementada por meio de uma reorganização societária baseada nas seguintes condições:

1 - o Itaú Unibanco realizará a transferência da totalidade de ativos e passivos relacionados à sua atual carteira de seguros residenciais e de automóveis para companhia que será denominada Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência S.A.. Essa companhia, com patrimônio líquido de R$ 950 milhões, será transferida para a Porto Seguro. Os executivos e colaboradores do Itaú Unibanco que atuam na área de seguros de automóvel e residência serão alocados na Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência S.A..

2 - a Porto Seguro, em contrapartida, emitirá ações que representarão 30% (trinta por cento) de seu novo capital social, as quais serão entregues ao Itaú Unibanco.

3 - os controladores da Porto Seguro e do Itaú Unibanco constituirão nova sociedade que será denominada Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. (“PSIUPAR”) para a qual aportarão a totalidade de suas ações de emissão da Porto Seguro.

Os atuais controladores da Porto Seguro controlarão a PSIUPAR que, por sua vez, será a controladora direta da Porto Seguro. Ao final da reorganização, a PSIUPAR e a Porto Seguro terão a seguinte composição acionária: Os controladores da Porto Seguro terão 57% da PSIUPAR e o Itaú Unibanco 43%. A PSIUPAR terá 70% da Porto Seguro, permanecendo os demais 30% no mercado. A Porto Seguro deterá 99,9% das subsidiárias da mesma e também deterá 99,9% da Itaú Unibanco Seguro de Automóvel e Residência S.A..

Ao Itaú Unibanco será assegurada a indicação de dois dos cinco membros no Conselho de Administração da PSIUPAR. Adicionalmente, o Itaú Unibanco indicará dois dos sete membros do Conselho de Administração da Porto Seguro.

A Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência S.A. passará a ser gerida pela Porto Seguro que assim contará com as marcas Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul, que serão oferecidas em todos os canais de venda, por meio de diferentes produtos e serviços.

A operação combinada apresentava os seguintes valores em 30 de junho de 2009*:
 


 

Não se espera que esta Associação acarrete efeitos relevantes nos resultados deste exercício social. A conclusão da associação entre Itaú Unibanco e Porto Seguro depende de aprovação dos acionistas, SUSEP – Superintendência de Seguros Privados e SBDC - Sistema Brasileiro de Defesa de Concorrência.

Sobre a Porto Seguro
A Porto Seguro, companhia que continuará listada no Novo Mercado da BM&FBovespa, está entre os principais grupos seguradores do Brasil, oferecendo uma ampla gama de produtos e serviços securitários e previdenciários (automóveis, saúde empresarial, patrimoniais, transportes, vida e previdência), bem como serviços de consórcio, proteção patrimonial e financeira. É líder no segmento de seguro de automóveis, e terceira no ranking de saúde empresarial, suas duas principais linhas de produtos.

Sobre o Itaú Unibanco
O Itaú Unibanco é uma das 15 maiores instituições financeiras do mundo em valor de mercado (R$ 128 bilhões, em 30/6/09), atuando com destaque no Brasil e no exterior, possuindo uma rede de 4.917 (em 30/6/09) pontos de distribuição (agências e PAB’s - Postos de Atendimento Bancário).

Ao final da reorganização, a PSIUPAR e a Porto Seguro terão a seguinte composição acionária:
 




 


Fonte: Relações com Imprensa - 24/08/2009